Desafios para 2018: Para quem o mercado abre as portas?

Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2017 às 17:06:15

Personalidade, esforço e atitude somados a um currículo com vasta bagagem técnica. Esses são os "ingredientes perfeitos", para as empresas que buscam a contratação de novos executivos, que venham atender suas expectativas e, consequentemente, fazer o diferencial para o negócio. De acordo com Carlos Contar, diretor Everpartner Consulting, hoje a avaliação nas posições executivas, a grande parte do que é considerado nos perfis profissionais refere-se, principalmente, a fatores comportamentais, ou seja, ao que a pessoa é: comprometida; se sabe ou não trabalhar em equipe; possui capacidade de se relaciona bem com os gestores e os colegas; entre outros indicadores comportamentais. 
"O candidato precisa ser muito bom profissional e melhor ainda como pessoa, ou seja, uma pessoa que evolui no campo técnico e intelectual. Isso gera valor À empresa e estabelece fortes vínculos de credibilidade" sintetiza Carlos Contar. Em entrevista concedida ao RH.com.br, ele fala sobre outros fatores que influenciam a carreira de quem já possui uma colocação no mercado, deseja ter uma ascensão sempre promissora ou, ainda, pretende conquistar novos horizontes no ambiente corporativo. Boa leitura e confira a entrevista na íntegra.

RH.com.br - Se antes o mercado exigido dos executivos uma extensa bagagem técnica, hoje se observa outra realidade que culmina na área comportamental. As competências técnicas e comportamentais têm o mesmo peso, durante um processo seletivo de executivos? Por quê? 
Carlos Contar - Eu diria que hoje elas têm o mesmo peso sim, pois na maioria dos casos as competências técnicas são inerentes aos profissionais através de sua experiência. Nos processos seletivos, observa-se que sempre se leva em conta os diferenciais apresentados, principalmente o perfil comportamental do executivo e sua capacidade de gestão de adaptabilidade ao novo, ao inesperado, fatores comuns em um mercado cada vez mais competitivo.

RH - Quais os indicadores comportamentais mais difíceis de serem encontrados em um profissional? 
Carlos Contar - Uma das grandes dificuldades do mercado geralmente está em localizar um profissional com características de flexibilidade, que se ajuste ao modelo e à cultura da empresa, bem como a facilidade para atuar diretamente na Gestão de Pessoas.

RH - Por que essas competências comportamentais tornaram-se tão cobiçadas pelas organizações?
Carlos Contar - Tornaram-se valiosas porque o profissional que as possuir tem a capacidade parar criar e estender projetos e ações, propondo a melhoria contínua da empresa. É bem provável que essa visão abrangente terá apoio e o comprometimento de superiores, dos pares e da equipe. Isso certamente é um grande diferencial para o dia a dia organizacional.

RH - A disseminação do conhecimento, que ocorre numa velocidade cada vez mais rápida, dificulta que seja traçado um perfil do profissional mais cobiçado?
Carlos Contar - Pessoalmente, não acredito que a velocidade da disseminação do conhecimento proporcione problemas. E sabe por quê? Porque as exigências em relação ao desenvolvimento profissional e técnico por parte das empresas, segue na mesma velocidade. 

RH - Quais as dificuldades mais comuns que os executivos encontram para atender as expectativas do mercado?
Carlos Contar - As dificuldades mais comuns estão relacionadas diretamente às questões de adaptação como, por exemplo, a aceitação da cultura da organização e uma capacidade de gerar constantemente motivação para si e os membros da sua equipe.

RH - Como essas dificuldades comuns a tantos profissionais que desejam destacar-se no mercado podem ser superadas?
Carlos Contar - Eu diria que o executivo deve olhar para si mesmo, refletir sobre suas qualidades e o que poderá agregar à empresa em que ele atua. Os objetivos de ambas as partes - profissional e empresa - devem estar unidos, para que não haja conflito agora e nem no futuro.

RH - O planejamento de carreira deve ser uma iniciativa da empresa ou o senhor aconselha que o profissional seja o próprio mentor e dê o primeiro passo?
Carlos Contar - Quando me fazem uma pergunta como essa, costumo afirmar que ambas as partes são responsável pela motivação. A empresa deverá fornecer ao profissional um campo de desenvolvimento e perspectiva de carreira. Por outro lado, o profissional deverá reciclar-se seja na área técnica ou pessoal, constantemente, e ser mais adaptável a cada dia no contexto das empresas e do mercado como um todo.

RH - O autodesenvolvimento é uma alternativa para dar sustentação a uma carreira promissora? 
Carlos Contar - Sim, sem dúvida alguma. Pois, como os demais conhecimentos adquiridos, este eleva o nível do profissional e abre sua mente para novas perspectivas, tanto profissionais e de vida.

RH - Quais as suas expectativas em relação às exigências do mercado, para aqueles profissionais que já têm uma posição e pretendem segurar seu espaço ou, então, ampliar um leque de oportunidades?
Carlos Contar - Considero que o profissional que procura uma nova oportunidade, deve possuir autodesenvolvimento, capacidade de adaptação, flexibilidade e relacionamento interpessoal. As mesmas dicas valem também para quem já está no mercado, em busca de estabilização ou novas opções para a carreira.

RH - E o que espera os profissionais que ingressarão no mercado daqui a uns cinco anos?
Carlos Contar - Os profissionais já estabilizados no mercado não devem parar de crescer. Cada vez mais, devem agregar novos conhecimentos técnicos, a fim de adquirir experiência e progredir junto à empresa.

RH - Já que estamos falando sobre a realidade do mercado de trabalho, o senhor acredita que existe um "choque" comportamental entre os profissionais que pertencem às Gerações X e Y ou isso já não se evidencia com frequência?


Carlos Contar - Para os profissionais mais antigos, há uma espécie de competitividade no mercado. Esses profissionais, por tua vez, acabam sentindo-se inseguros com a presença de outros profissionais mais jovens. Para os mais novos, muitas vezes, existe insatisfação com o chefe por diversos motivos: falta de espaço para expor ideias, excesso de autonomia, entre outros fatores que acabam interferindo no relacionamento entre os profissionais dessas duas gerações.

 

RH.com.br


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